Atividade Física Aumenta a Sensação de Bem-Estar

É muito comum ouvir as pessoas dizerem que não gostam de praticar atividade física, e por isso levam uma vida sedentária, mesmo sabendo a importância que os exercícios têm sobre a saúde.

Baixos índices de atividades físicas entre a população de um país são melhores indicadores de mortalidade do que problemas como obesidade ou hipertensão.

Por isso, os níveis de exercícios devem ser considerados como um sinal vital, e o hábito precisa ser mais frequentemente aconselhado aos pacientes pelos profissionais de saúde. Essas são as conclusões de um estudo feito por um time de pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Noruega, que buscaram mensurar a influência do esporte sobre a saúde da população mundial.

É provado cientificamente que ao praticarmos exercícios, o nosso organismo libera várias substâncias, como a endorfina, que promovem o bem-estar.

Segundo o Ministério da Saúde, o estilo de vida é responsável por 54% do risco de morte por cardiopatia, 50% pelo risco de morte por acidente vascular cerebral, 37% pelo risco de morte por cancro e, no total, por 51% do risco de morte de um indivíduo.

É provado cientificamente que ao praticarmos exercícios, o nosso organismo libera várias substâncias, como a endorfina, que promovem o bem-estar, aumentando nossa motivação, alegria e disposição. Esses hormônios fazem a sensação de bem-estar durar por horas após a corrida. Muitas pessoas, que não tem conhecimento disso, recorrem em muitos momentos a medicações, e até mesmo a suplementos vitamínicos, quando se sentem tristes.

Mudar o estilo de vida, olhar para o mundo de outra forma, fazer as pazes com seu corpo, aumenta autoestima, promovendo a felicidade.

Emagrecer x Perder Peso: Entenda a Diferença

A maioria das pessoas acha que perder peso e emagrecer são a mesma coisa. A visão porém, não poderia ser mais equivocada, como alerta o fisiologista e personal trainer Givanildo Holanda Matias.

“Perder peso tem uma relação apenas com a diminuição da massa corporal total, quando é observado o resultado negativo na balança. Já o emagrecimento está relacionado à redução de qualquer quantidade de gordura corporal”, explica o especialista.

“Em alguns casos pode até acontecer da pessoa reduzir seu peso na balança, mas engordar porque a quantidade de gordura corporal ao invés de ser reduzida, aumentou”, acrescenta.

Por isso, se você não está satisfeito com suas medidas, o mais saudável – e eficaz – é procurar emagrecer. Para isso, é necessário encarar um programa de exercícios com predominância de atividades aeróbias, durante as quais a principal fonte de energia utilizada é a gordura. Junto com isso, também é interessante desenvolver um trabalho para fortalecer a musculatura e não perder a massa muscular.

“Pessoas que só realizam atividade aeróbia correm o risco de, junto com a gordura, perderem massa muscular e isso pode ser considerado como um prejuízo na maioria dos casos”, alerta o fisiologista.

Alguns estudos mostram que pessoas que buscam emagrecer apenas à base de dieta, chegam a ter 50% da redução do peso vinda da perda de massa muscular. Portanto, assim como o treino, toda dieta deve ser adequada à realidade de cada um, através de um programa elaborado por um profissional.

Outro problema de quem quer diminuir as medidas é treinar demais sem se alimentar o suficiente. “É comum pessoas que querem emagrecer ficarem mais de duas horas malhando e reduzirrem bruscamente a ingestão de alimentos. Essa situação pode fazer o organismo usar, além da gordura, a massa muscular como fonte de energia”, afirma o personal trainer.

Mas depois de todo o empenho e esforço, como saber se você realmente emagreceu? Para ter essa informação é necessário realizar uma análise da composição corporal, na qual seu corpo será dividido em dois compartimentos -massa gorda, que é todo tecido constituído de gordura, e massa magra, que é o que sobrou, envolvendo principalmente músculos, ossos, sangue, órgãos e vísceras.

“Essa análise pode ser feita por nutricionistas, endocrinologistas ou professores de educação física. Os métodos mais comuns de saber dos resultados são a medição das dobras cutâneas, bioimpedância elétrica e densitometria”, finaliza Givanildo.